O deputado estadual Agenor Neto (PMDB) usou a tribuna da Assembleia Legislativa, nesta terça-feira (12), para relatar a situação grave em que se encontra a saúde pública do Estado. Em seu pronunciamento inicial, o parlamentar ressaltou que, em 2014, o ex-governador Cid Gomes afirmava que a saúde do estado do Ceará era uma referência para o país, e agora estava um caos. "É preciso que o governador Camilo Santana venha a público e diga se o Ceará é o mesmo de 2014 ou se ele, em 100 dias, conseguiu destruir tudo o que diziam que foi feito", disse. 

O parlamentar lembrou que as questões políticas devem ser deixadas de lado para poder resolver os problemas da saúde, que atualmente se encontra em situação lamentável. "Eu pediria aos colegas que não partidarizassem a questão da saúde. Nós temos que estar aqui é propondo soluções, porque quem está sofrendo é o povo, sendo atendido nos corredores ou no chão dos hospitais públicos", ressaltou. 

Agenor Neto também destacou que houve um erro nos investimentos da saúde do Estado. "Se nós tivéssemos investido, primeiramente, nos municípios de pequeno porte, depois nos hospitais polos, para depois pensar nos hospitais regionais de Sobral e Juazeiro do Norte, não estaríamos passando uma situação tão grave como essa, que é a falta de recursos", lamentou. 

O deputado voltou a criticar a construção do Acquario Ceará. "Vamos acabar com essa história de ir atrás de dinheiro para aquário. Hoje mesmo o secretário da Fazenda está em Washington buscando verbas para o Acquario do Ceará. Ele deveria estar era em Brasília em busca de verba para a saúde”, afirmou. 

Em aparte, o deputado Carlomano Marques (PMDB) parabenizou o pronunciamento do deputado e ressaltou que nos postos de saúde não tem remédios e nas clínicas não tem médicos. "Essa é a nossa realidade", disse. 

O líder do Governo, deputado Evandro Leitão (PDT) lembrou que a problemática da saúde está na rede pública e também na privada. "Hoje se quisermos fazer uma simples consulta, nós que temos planos de saúde, aguardamos de 60 a 90 dias. A não ser que pague por uma consulta", assinalou.