A Câmara dos Deputados aprovou o texto-base da proposta de emenda à Constituição (PEC) que permite que as universidades públicas cobrem mensalidade para curso de extensão, pós graduação lato sensu e mestrado profissionais. Fica mantida a exigência de gratuidade nos cursos de graduação, residência na área da saúde e curso de formação profissional na área de ensino.

O assunto foi tema de debate na Assembleia Legislativa do Ceará. O deputado Agenor Neto (PMDB) concorda com o texto aprovado em Brasília. Segundo ele, cursos de pós-graduação podem cobrar, mas para quem pode pagar. "Se as pessoas não têm condições de pagar, então vamos proporcionar. Eu sou a favor, porque entendo que é através da educação que nos vamos conscientizar cada vez mais esse país e melhorar as práticas políticas que hoje envergonham a todos nós", disse.

O deputado Carlos Matos (PSDB) concorda com o projeto aprovado e com a cobrança, desde que ela só atinja alunos que podem pagar as mensalidades. Segundo o deputado, a universidade pública e gratuita só deveria existir para os pobres, e não para os ricos.

Renato Roseno (Psol) é contra a cobrança. Segundo ele, cobrar por cursos de pós-graduação é abrir uma porteira da privatização do ensino no Brasil.