O deputado estadual Agenor Neto (PMDB) foi à tribuna da Assembleia Legislativa na tarde desta terça-feira (06/10) para relatar o resultado de uma reunião ocorrida ontem, com a presença do secretário da Saúde do Estado, Henrique Javi, para tratar da situação do Hospital Regional de Iguatu, que necessita de recursos para continuar atendendo à população da região. "A reunião demorou quase cinco horas, e, no entanto, não houve uma solução que pudesse contemplar as pessoas mais carentes da região Centro Sul", disse.


O parlamentar informou que após várias explanações, o secretário da Saúde reconheceu que existe uma sobrecarga financeira muito grande sobre os municípios onde estão sediados os hospitais polos. "Iguatu banca, com recursos próprios, cerca de R$ 700 mil por mês para o funcionamento do Hospital Regional. É um custo muito pesado", disse.

Agenor Neto disse que durante a reunião questionou a liberação de R$ 113 milhões extras enviados pelo Governo Federal para aplicação na saúde do Ceará, e que uma parcela de R$ 9 milhões foi destinada para o hospital de Sobral, e nem um centavo para a região Centro Sul. "Eu pedi que o Estado repassasse para o Centro Sul apenas 8% do montante de R$ 142 milhões que é destinado anualmente para o hospital de Sobral. O que está faltando por parte desse governo é sensibilidade com uma população de quase 400 mil pessoas", lamentou.

O deputado também criticou o corte de recursos para custeio anual do Consórcio Regional de Saúde da Policlínica e do CEO. "De forma autoritária o Governo do Estado retirou R$ 1 milhão do consórcio sem que os municípios tomassem conhecimento prévio", informou. "A minha proposta foi que esse recurso pudesse voltar e fosse aplicado no hospital regional. Infelizmente o secretário informou que não seria possível", completou.

O peemedebista também informou que conseguiu uma emenda parlamentar de R$ 1 milhão de reais para o custeio do hospital regional de Iguatu. Ele disse que propôs que os deputados mais votados na região, inclusive ele, destinassem de suas emendas a quantia de R$ 500 mil, e o Estado entrasse com uma parcela de R$ 1,5 milhão. "Nós saímos dessa reunião sem nenhuma resposta. Quer dizer, o deputado Agenor se dispõe a repassar R$ 500 mil, e o governo se nega a repassar apenas R$ 1,5 milhão? Fica difícil aguentar calado", pontuou.