O governo do Estado anunciou na última quinta-feira (12/11) o envio à Assembleia Legislativa (AL/CE) de um pacote de medidas que prevê o aumento de impostos, como o IPVA (sobre a Propriedade de Veículos Automotores) e ICMS (sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

A proposta altera as alíquotas do ICMS incidentes sobre a gasolina, passando de 25% para 27%, representando um aumento sugnificativo no bolso do consumidor de quase 20%.

O IPVA também terá suas alíquotas alteradas.  Carros com até 100 cavalos-vapor (CV), da linha popular, passam a ser tributados em 2,5%, por exemplo. As motocicletas de até 50 cilindradas, conhecidas como "cinquentinhas", e as motocicletas de até 125 cilindradas que antes eram tributadas em 1% com IPVA, passam para 2%, um aumento de 100% de reajuste.

O deputado  Agenor Neto (PMDB) vê o pacote com preocupação. "É um absurdo. O governo do Estado, que esse ano já mandou outras mensagens com aumento de impostos, mandar mais uma que poderia ser evitada se o mesmo cortasse suas despesas com comunicação, ou diminuísse as despesas com viagens de jatinho, que atualmente chegam a R$ 1 milhão", pontuou.

O parlamentar salienta que não é taxando a população mais simples que o governo vai conseguir ajustar as finanças do Estado. "Uma boa parte dessas medidas, como o aumento da gasolina, além do imposto sobre as motonetas e motocicletas de até 125 cilindradas, vai afetar, principalmente, a classe trabalhadora, como os taxistas, mototaxistas, além dos custos nas passagens de ônibus e outros veículos alternativos", observou.