Segundo o deputado, o Governo Federal não cumpre com suas obrigações e não faz as transferências
dos recursos,  obrigando os municípios a cobrirem os atrasos
A caótica situação da saúde pública no país, especialmente no Estado do Ceará, foi um dos temas do pronunciamento do deputado Agenor Neto (PMDB) durante sessão plenária desta quarta-feira (27) na Assembleia Legislativa. De acordo com o parlamentar, não há mais dinheiro para salvar vidas humanas. 

Segundo o deputado, o Governo Federal não cumpre com suas obrigações e não faz as transferências dos recursos, obrigando os municípios a cobrirem os atrasos, deixando de pagar a folha de pagamento e fornecedores. "Os recursos federais destinados ao custeio de ações de média e alta complexidade ( MAC) e para a atenção básica (PAB) estão em atrasos. O governo só repassou até o mês de fevereiro", informou.

O parlamentar destacou a administração do prefeito de Iguatu, Aderilo Alcântara, que continua pagando os servidores em dia, apesar das dificuldades. “Os servidores estão em dia, mas os fornecedores e prestadores de serviço estão, com certeza, em atrasos. E essa mesma situação os outros municípios do país estão passando”, disse.

Agenor Neto voltou a criticar o Governo do Estado pela falta de compromisso nos repasses de medicamentos para as unidades de saúde do interior.  “É descontado mensalmente do ICMs dos municípios os recursos para a compra desses medicamentos, e no caso de Iguatu, o governo deve medicamentos ainda do ano passado, cerca de R$ 30 mil reais. Em 2016, não foi repassado nada”, informou.

O peemedebista criticou os gastos realizados pelo Governo do Estado que ele considera desnecessários.  “Só com manutenção preventiva de equipamentos para a construção do metrô, desde 2012, foram gastos US$ 36 milhões, recursos  queimados e, enquanto isso, nossos irmãos cearenses morrem por falta de medicamentos”, pontuou.

O deputado voltou a cobrar o posicionamento da Aprece em relação à omissão do Governo do Estado, que não tem respeitado os direitos dos municípios cearenses na área da saúde. Ele informou ainda que no período de 9 a 12 de maio os prefeitos do país irão realizar uma marcha para Brasília para mostrarem que não suportam mais a atual política de saúde do país.